sábado, 29 de dezembro de 2012

A Dona Canô, meu testemunho

   Há mais de 10 anos atrás o pessoal do Ateneu Musical foi convidado a tocar na novena de Santo Amaro. Como pessoas com preconceito contra minha querida flauta doce já me pediram para não tocar aqui na Igreja do Bonfim, fui até Santo Amaro apenas para acompanhar meus amigos e assistir a famosa novena.
   Era dia do meu aniversário e Ogvalda, chefa do nosso grupo musical e amiga de Mabel Veloso, do nobre clã, resolveu me apresentar a Dona Canô como presente.  Quando ela soube que era meu aniversário, sorriu com um sorriso amplo de iluminar o mundo e me deu um abraço inesquecível. 
   Fiquei mudo. Sempre pensei que Dona Canô fosse famosa por ser mãe de Caetano e Betânia, mas, ao ver aquela mulher de perto, entendi que era bem o contrário. Eles é que ficaram famosos por ter uma mãe como aquela. 
   Que mulher impressionante! Certamente existe mais uma forma de captarmos o mundo além dos cinco sentidos, porque a vibração que Dona Canô passa é indescritível e irrefutável. Com o seu desenlace aos 105 anos, retribuo aqui o abraço recebido com esse humilde testemunho da sua grandeza.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ex-professor da UFBa ganha Prêmio Jabuti.


Nosso colega Caio Castilho postou essa nota na lista de discussão da UFBa:

Cipriano Carlos Luckesi, ex-professor da Universidade Federal da Bahia, com o seu  livro Avaliação da aprendizagem: componente do ato pedagógico, conquistou o 2º lugar no Prêmio Jabuti, na área da Educação, promoção da Câmara Brasileira do Livro.
Cipriano ingressou na Faculdade de Filosofia em 1971, na categoria de “Relação Bancária” , posteriormente correspondente à condição de Professor Colaborador,  hoje à de Professor Substituto. Recém-chegado a Salvador, seu orientador  e grande incentivador, à  época, foi o Professor Antônio Luiz Machado Neto, ilustre professor de Direito e Sociologia de nossa universidade. Seis meses depois, por concurso de títulos, tornou-se Auxiliar em Ensino e, em 1977, passou à condição de Professor Assistente, desta vez  por concurso público de provas e títulos. Em 1984, tornou-se Professor Adjunto, por progressão na carreira, e, nesta categoria, aposentou-se em 2002. Continuou, no entanto, a atuar no Programa de Pós-Graduação em Educação, através de um trabalho voluntário, até 2010. Atuou no Programa de Pós-Graduação em Educação, FACED, de 1985 a 2010. Publicou 14 livros, vários artigos em revistas especializadas e em meios eletrônicos. Nos últimos vinte anos a Editora que acolheu os seus livros foi a Cortez Editora, de São Paulo, tendo sido através dela, que, em janeiro de 2012, publicou o livro que agora recebe o Prêmio Jabuti. 
Cipriano é Bacharel em Teologia, PUC/São Paulo (1968), Licenciado em Filosofia, IFCH, UCSal (1970), Mestre em Ciências Sociais, FFCH, UFBA (1976) e Doutor em Educação, PUC/São Paulo (1992).
Além dos parabéns a Cipriano, creio que a UFBA deve sentir orgulho deste seu ex-professor que, como alguns no passado, foram premiados com este prêmio Jabuti.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Brasil vence Olimpíada Iberoamericana de Física 2012

Vejam que legal, os brasileiros vencendo a Olímpiada de Física, e o nordeste bem representado. Bora Bahia, para melhorar também o nosso nível!

Catei do link:
http://www.sbfisica.org.br/v1/index.php?option=com_content&view=article&id=430


OIBF2012_3Com duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, o Brasil conquistou mais uma vez a primeira posição na Olimpíada Iberoamericana de Física.

A 17ª edição do evento aconteceu em Granada, na Espanha, entre 17 e 22 de setembro. “O Brasil participa desde 2000 e esta é a sexta vez que temos o primeiro lugar”, diz Euclydes Marega Jr., coordenador da Olimpíada Brasileira de Física e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo. Além das seis vitórias, o Brasil terminou em segundo lugar outras quatro vezes, o que mostra o bom desempenho dos alunos brasileiros.

Na atual edição, as láureas couberam a Ilo Pereira Sá Emerenciano (ouro), Victor Matheo de Sousa Fernanders (ouro), Luciano Drozda Dantas Martins (prata) e Liara Guinsberg (bronze). Os três meninos atualmente cursam o terceiro ano do Ensino Médio; Liara está no segundo ano.

Três estados brasileiros estiveram representados: Victor e Luciano são de Fortaleza, no Ceará, Ilo é de Recife, em Pernambuco, e Liara é de São Paulo, capital.

Além do bom desempenho, Marega Jr. destaca o importante aumento da presença feminina – com sucesso – em eventos olímpicos de física. “Neste ano, além da Liara, que conquistou o bronze na Iberoamericana, tivemos na IPHO [Olimpíada Internacional de Física] a Lara [Timbó Araújo], de Fortaleza, que foi a primeira garota a ganhar medalha pelo Brasil na IPHO.”

Os resultados sedimentam duas crescentes conquistas no ensino de física: o aumento da presença do sexo feminino e o alto nível de competitividade dos alunos brasileiros com relação aos do exterior.

E a Olimpíada Iberoamericana de Física tende a crescer em importância e representatividade nos próximos anos. “Neste ano foi discutida a participação dos países da África de língua portuguesa e existe a possibilidade de eles partiparem em 2014”, diz Marega Jr.

domingo, 9 de setembro de 2012

Eu, de Beethoven:

  Tanta gente fala que eu pareço Beethoven, quando meu cabelo está grande, que resolvi entrar no clima. Pelo menos minha cara complicada, quando estou concentrado, parece.  Chamei minha filha, peguei a foto dele na Internet, catei o casaco mais escuro, por cima de uma camisa branca, por cima da camiseta que já tinha vestido.  Trouxeram uma echarpe. O difícil foi aguentar o calor dentro de tanta roupa, e sair procurando uma partitura bem grande para encaixar com o modelo.  Suei. Mas o resultado ficou legal. Quero botar num quadro.  A partir de agora vou praticar botar o máximo de língua pra fora pra posar de Einstein!


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Mais música

Dia 20/09, quinta feira, Esdras, o grande professor da Física, convidou o Ateneu Musical para um evento na Igreja Batista Esperança, onde ele e seus amigos fazem um trabalho brilhante, dos que todos nós deveríamos fazer, estimulando a cultura, leitura e crescimento da população carente.  Só consegui filmar duas das músicas que tocamos lá:

1- Largo, de Bach (Luar de Santo Amaro, segundo Caetano)


2- Saudades do Ceará 
(de Agenor Gomes, um dos compositores do Hino do Bahia)





  No ultimo sábado de agosto,  teve o Bon-Odori da Anisa na AABB,  e o coral Kosmos, que só canta músicas japonesas e existe desde 1997, cantou na abertura acompanhado do Ateneu Musical. Eu tou lá no meio.
  Vejam os vídeos:
1-Hamabe no Utá


2- Kazê


3-Ano subarashii ai o mou ichi do


4- Akatombo



5- Kampai

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sobre a greve - 17/08/12 - Alexandre Gadelha


Caros(as),
Segue texto que diz respeito ao momento atual de nossa greve no cenário nacional.
Reafirmamos a contraproposta concebida aqui na UFBA e aprovada e em assembleia.
Saudações,
Alexandre.

   A greve dos Docentes das Universidades Federais está num momento delicado. O governo diz que as negociações estão encerradas, pois apresentou uma proposta na mesa de negociação no último dia 24 de julho. Um dos negociadores dos docentes (Proifes), justamente aquela entidade destituída de legitimidade, aceitou e assinou o acordo porque entendia que a proposta é vantajosa para os docentes. No entanto, quando analisamos o que é apresentado na proposição do governo, em assembleia, verificamos que parcela significativa da categoria teria perdas salariais, aprofundava-se a desestruturação da carreira através de percentuais distintos para retribuição de titulação e regime de trabalho, o que produz a esdrúxula situação de docentes com mesma titulação com percentuais diferentes, a mesma distorção apresentando-se nos regimes de trabalho. Por estas razões, os docentes da UFBA, em assembleia, tal como fez os professores da esmagadora maioria das Instituições Federais, decidiram recusar a proposta do governo.
    No nosso caso em particular, não apenas dissemos não à proposta do governo, mas elaboramos uma contraproposta dialogando com os parâmetros divulgados pelo governo na sua tabela remuneratória (piso e teto). Mas, preservamos os percentuais fixos dos regimes de trabalho e retribuição de titulação. Esta contraproposta foi resultado do grupo de trabalho (GT) definido em assembleia que sistematizou um conjunto de contribuições de outras propostas produzidas pelo movimento docente espalhado pelo país e um leque de questões apresentadas pelos docentes no GT e fora dele. Finalmente, esta contraproposta foi apresentada e aprovada em assembleia.
    A apresentação de uma contraproposta pelo movimento docente nacional, neste momento, é imprescindível, pois sinaliza nossa intenção de negociar, pois dialogamos com os parâmetros estipulados pelo governo. Na medida em que alguns senadores estão realizando esforços para que o governo reabra as negociações. A existência de uma contraproposta é, portanto, um importante instrumento político para mostrar à categoria e à sociedade a justeza de nossas reivindicações e nossa abertura ao diálogo. Evidenciando com tal postura nosso compromisso com a universidade pública e de qualidade.

SÍNTESE DOS PONTOS INEGOCIÁVEIS E SUGESTÃO DE SUBSIDIOS DO COMANDO LOCAL DE GREVE DA UFBA PARA O CNG

Seguem abaixo os pontos inegociáveis aprovados em Assembleia dos professores da Universidade Federal da Bahia ocorrida no dia 18 do mês de julho de 2012, às 15 horas, no Auditório de Arquitetura da UFBA, Federação, Salvador, Bahia, bem como as sugestões a título de subsídio para a discussão no Comando Nacional de Greve, aprovadas pela reunião do Comando Local de Greve dos docentes da UFBA, ocorrida no dia 31 de julho, na sede da APUB, que serão encaminhadas para aprovação na próxima Assembleia programada para o dia 02 de agosto, quinta-feira. O Comando Local da UFBA encaminha ao Comando Nacional de Greve a síntese dos pontos, bem como as sugestões, enfatizando que devemos rever a tabela salarial proposta pelo Andes e que não devemos deixar para um GT pontos prioritários a serem definidos posteriormente às negociações com o Governo. O Comando Local da UFBA deixa claro que as sugestões acrescidas aos pontos inegociáveis, bem como a tabela de contra proposta salarial aprovados pelo CLG serão encaminhados a próxima assembleia do dia 02 de Agosto. Reafirmamos que a contra proposta deve contemplar os três pontos: salário, carreira e a condições de trabalho, bem como dialogar com as reivindicações dos demais setores em greve nas universidades. Pontos aprovados como inegociáveis para negociação: 1. Percentual fixo entre níveis (5%), com salário mínimo baseado no DIEESE para o nível auxiliar, 20 horas, graduado. O Comando Local da UFBA sugere que seja 3% o percentual fixo entre os níveis. 2. Regime de trabalho: percentuais fixos (de 20h para 40h – 100% e de 20h para D.E – 210%) 3. Retribuição por titulação: percentuais fixos (10% Aperfeiçoamento; 20% Especialização; 40% Mestrado; 80% Doutorado). O Comando Local da UFBA sugere que os percentuais fixos sejam os mesmo propostos pelo Andes: 7,5% Aperfeiçoamento; 15% Especialização; 37,5% Mestrado; 75% Doutorado). 4. Carga horária em sala de aula: obediência a LDB (mínimo de 8 horas e não 12 horas) 5. Retirada do estágio probatório como barreira para progressão imediata por titulação 6. Reajuste sem parcelamento (2013). O Comando Local da UFBA sugere que o parcelamento não passe de 2014, pois não poderíamos depender de outro governo federal a assumir em 2015 para que o acordo seja cumprido. 7. Definição da data-base para futuros reajustes de modo que haja recomposição anual à inflação 8. Aposentadoria integral para todos 9. Reenquadramento justo para recuperação de perdas anteriores, quando da criação da classe associado, e da atual proposta. Paridade entre ativos e aposentados: por paridade entre ativos e aposentados entende-se a posição relativa na época em que ocorreu a aposentadoria. Assim, quem se aposentou como adjunto IV deve ser reclassificado como associado IV 10. Preservação da isonomia, paridade e autonomia universitária 11. Quanto às condições de trabalho: ampliar o financiamento das IFES e do número de vagas para concurso para docentes e técnico-administrativos O Comando Local da UFBA sugere que nós não aceitemos que um GT defina posteriormente certos pontos prioritários: 1. Avaliação da demanda de reenquadramento dos professores da classe associado (aposentado). 2. Critérios para fixação do professor em locais de difícil lotação. 3. Critérios para promoção de professor titular a serem estabelecidos em regulamento. 4. Diretrizes para a avaliação de desempenho para fins de progressão. 5. Critérios para Certificação de Conhecimento Tecnológico. 6. Critérios de transição para os atuais professores titulares. 7. Programa de capacitação. 8. Critérios para promoção as classes das Carreiras de Professor Federal. 9. Critérios para concessão do auxílio transporte. Tendo em vista que chegamos a um momento importante da greve, e que é hora de mais uma vez colocarmos o governo na defensiva na negociação, achamos que nesse momento podemos apresentar uma nova tabela salarial, que reafirma nossos princípios de reestruturação de carreira (treze níveis, percentuais fixos por titulação, steps constantes, relação regime 20/40/DE, carreira única, paridade ativos/aposentados, Reajuste salarial real para todos os professores comparado a março de 2010, Aumento do montante proposto pelo governo) ao passo que sinaliza a disposição do CNG em negociar a partir da primeira proposta protocolada pelo ANDES-SN, apresentamos a tabela abaixo como subsidio para as discussões CONTRAPROPOSTASCRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO- reestruturação da carreira: VB, titulação e regime de trabalho (ANDES)- reajuste real de salário para todas as classes e níveis- aproximação para o salário máximo do governo (Professor Titular)- consequência: redistribuição do valor total de R$ 4,2 bilhões (mais ou menos?) OPERACIONALIZAÇÃO- piso do ANDES ou piso do governo- reajuste em 2 ou 3 parcelas: diferentes inflações/diferentes salários reais- percentuais fixos entre os níveis e classes de 2%, ou 3% ou 4%




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terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Assembleia de 07/08/12

   Fui à assembleia hoje, e encontrei o anfiteatro da arquitetura lotado. Não tinha lugar para sentar nem nas escadas.  A Apub tinha convocado a assembleia com a pauta única sendo o encerramento da greve, e o Comando, que é contra a diretoria da Apub, estava convocando todos para irem votar pela continuidade.  Como de costume fui assinar as duas listas, uma do Comando de Greve, e a outra da Apub, sempre com números de presentes diferentes, e encontrei minha cara Paula Frassinetti, da Engenharia Mecânica, distribuindo adesivos de apoio à greve. Perguntei quanto eu ganhava para apoiar, fazendo uma alusão ao mensalão, mas ela fez uma cara preocupada, e tive que me explicar.  Olhei para a plateia imensa, e 90% tinha o adesivo de apoio à greve na camisa. 
  O clima estava legal. Parecia mesmo a elite cultural preocupada em tomar uma boa decisão.  Quem falou melhor foi um tal Filgueiras, que fala em todas as assembleias.  Tranquilo, inteligente e claro. Colocou que, se fosse para a Proifes aceitar alguma proposta, deveria ter aceitado a primeira, que era menos ruim que a segunda.  Como aceitar com o governo uma proposta que prejudica os colegas? - alguem perguntou. E quem falou pior foi um aluno, ainda no início da vida política, se gabando de terem exigido que as autoridades aceitassem suas reivindicações.  Espero o dia em que as pessoas se gabem de ter tomado a decisão mais sábia e ser reconhecido por isso, e não de ter forçado alguém a fazer algo.
  A Apub levou alguns seguranças à paisana, certamente com medo de ter alguém que se exceda, e acho que eles têm razão.  Um cara muito simpático disse aos seguranças que não haveria motivo para eles se preocupassem, mas que, se houvesse, eles não conseguiriam dar conta. Outros reclamaram de a Apub ter dinheiro para pagar seguranças, enquanto que o Comando de Greve tinha que sair passando saquinho, pedindo dinheiro à assembleia, porque a Apub se recusa a dar dinheiro para o Comando executar as atividades decididas em assembleia. Muitos colocaram claramente que a Proifes, juntamente com a Apub, eram o governo dentro do movimento dos professores, e, como tal, davam as costas à base para defender apenas o interesso governista. 
  O resultado foi que 310 pessoas votaram pela continuidade da greve, contra apenas 29 querendo voltar às aulas.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mateus Prado fala sobre a greve - muito bom

   Vai abaixo o ótimo artigo de Mateus Prado, que catei no IG. Cuidado que em vez de usar campi, para plural de campus, ele usa câmpus!


Mateus Prado
Educador analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiro

Greve nas federais é resultado da expansão das universidades
Para a ampliação do ensino superior ajudar o País, governo deve priorizar o orçamento para educação
Como entender a greve que paralisou quase a totalidade das universidades federais, ficou em segundo plano nas editorias da grande imprensa e só veio fazer, efetivamente, parte da pauta do debate nacional depois que o governo apresentou sua proposta, quase dois meses depois de seu início? 


Proposta aos professores: Governo prevê reajuste de até 45% em até três anos 
Resposta de sindicatos: Proposta não atende às reivindicações; greve deve continuar
Posição do ministro: Mercadante diz que não há margem para melhorar proposta


No governo Fernando Henrique houve greve nas federais praticamente todos os anos. A era Lula foi diferente, com movimentos pontuais, e nenhum movimento colocou em risco um semestre inteiro de milhares de alunos. 

Mas foi durante a gestão de Lula que ocorreu a gestação desta que é a maior greve, em volume de alunos prejudicados, que as federais já passaram em toda sua história. Se a ampliação do orçamento do Ministério da Educação, logo no início do governo Lula, satisfez parte das lutas históricas dos professores, logo esta ampliação foi direcionada para a expansão de vagas no ensino superior.

Passamos de 45 para 59 federais no Brasil. Todas as universidades que já existiam fizeram opção por entrar no Reuni e abriram mais de 120 câmpus em cidades polo de todo o Brasil. 

Ótimo. Mas, com a expansão, que ainda é necessária para incluirmos mais brasileiros no ensino superior público, seria necessário que tivéssemos orçamento ainda maior e uma melhor gestão das instituições. Não foi exatamente o que aconteceu. Na Unifesp Guarulhos falta refeitório. Na UFABC não há laboratório. Na UFRJ falta hospital universitário para os alunos da Medicina de Macaé. Os hospitais universitários de quase todas as federais apresentam processo de sucateamento. Por todo lugar que procuramos é fácil achar, nos novos câmpus, obras inacabadas ou nem iniciadas, equipamentos que não chegam, bibliotecas defasadas.

Ou o governo federal fez a opção de fazer universidade de segunda linha para a inclusão ou a decisão política do governo de expandir o ensino superior não foi consensual em todas as áreas da administração, sobretudo dos mandatários do Planejamento e das Finanças.

Esta expansão incluiu milhares de professores nas universidades e criou conflitos brancos, que não aparecem aos olhos da população acadêmica, mas que amarga os novos professores. Entraram na base da carreira. Hoje, o piso do professor, em início de carreira, para 20 horas semanais, é de cerca de R$ 1.500. Sim, existem salários maiores para professores novos, mas nada perto dos R$ 12.000 divulgados pelo governo, com possibilidade de chegar aos R$ 17.000 em 2015. 

Mesmo com salários menores, estes professores têm que manter aulas da mesma forma que os que estão há mais tempo e com remuneração maior. São eles que estão nos novos câmpus, – aqueles com mais dificuldades –, mais distantes de suas famílias. Dentro da estrutura das universidades que já existiam, em geral é para eles que sobra o trabalho de cumprir uma das metas do Reuni, a de ter 18 alunos por professor nas universidades publicas federais. Naturalmente, a organização acadêmica deixa as maiores dificuldades para quem chega depois. E esta geração de novos professores vê frustrada, por tempo, estrutura e financiamento, suas expectativas de desenvolvimento de pesquisa e de extensão universitária. Aliás, essa é uma das armadilhas da proposta feita pelo governo, que atrela os níveis de carreira, além do tempo de serviço, a aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado. 

Mas, já que a proposta aumenta o tempo de aula de cada professor, deixa-os com pouco tempo para essas atividades, sobretudo se precisarem complementar seus salários com outros trabalhos.
Sobre a proposta salarial do governo é claramente notável que o governo mentiu sobre os números. O aumento de 45% não é verdadeiro. Ele só existe para o topo da carreira, lugar em que a maioria dos professores nunca chegará. A média dos aumentos propostos é de pouco menos de 29%, a ser paga, efetiva e integralmente, só em 2015. 

Ora, se o último aumento para os professores foi em junho de 2010 (os 4% deste ano já estão no cálculo do aumento), e a economia continuar da forma que está, teremos uma inflação de pelo menos 5% ao ano. E, com uma simples conta de juros compostos, podemos ver que o aumento real, médio, do professor, será de algo entre 6% e 7%.

Em alguns casos, o salário proposto pelo governo deve baixar. É o caso do professor em início de carreira, que deve passar a ganhar R$ 1.800 em 2015, valor que não cobre a inflação do período. 
A expansão do ensino superior deveria continuar entre as pautas do governo Dilma, pelo bem do País. 

Para cumprir o anúncio que fez em agosto de 2011 – de criar quatro universidades federais, 47 câmpus e 208 institutos federais – o governo tem que tratar educação como prioridade e colocar o Brasil em um caminho sustentado para o desenvolvimento. Prioridade, neste caso, significa também definir prioridades orçamentárias. Se a Dilma vetar os 10% do PIB para a educação previstos no novo Plano Nacional de Educação (PNE), saberemos que a expansão do ensino superior, como a de outros níveis, foi organizada para fazer parte de um número, e não de uma política pública que ajude a tirar o País da miséria.
   

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Notícias do Comando de Greve

26/07/12
A Assembleia de quarta estava mais eriçada. Um clima de revolta contra o Proifes, que resolveu tomar decisão sem consultar a base. E a impressão que ficou da proposta do governo foi que, dando um aumento de salário, a categoria deixaria de lado o problema das condições das faculdades e reestruturação de carreira. Vejam o comunicado do Comando de Greve:
Comunicado aos Professores
 Os professores da Universidade Federal da Bahia continuam em greve. Hoje, dia 25 de julho, às 14:30h, na Faculdade de Arquitetura, ocorre mais uma assembleia dos docentes da Universidade, na qual será discutida, entre outros pontos, a “nova” proposta apresentada pelo governo na reunião de ontem, dia 24 de julho.
 Como reconheceu o próprio preposto do governo, secretário das Relações de Trabalho, Sérgio Mendoça, aquilo que estava na mesa de negociação não se constituia, a rigor, numa nova proposição. Na realidade, o governo fez pequenos ajustes no que havia apresentado na reunião do dia 13 de julho. Esta “nova” proposta manteve o parcelamento do reajuste para março de 2013, março de 2014 e março de 2015, sem mencionar nem considerar a inflação do período; conservou a Retribuição por Titulação (RT) diferenciada entre docentes com mesma titulação e mesmo regime de trabalho; sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho (GT) formada pelos reitores das Universidades e Institutos Federais para posterior elaboração de critérios de progressão na carreira, o qual discutiria também os critérios de acesso à classe de professor titular que, pela proposta, passa a integrar a carreira.
A “nova” proposta mantem a desestruturação da carreira, pois concede reajustes distintos para docentes com mesma titulação e mesmo regime de trabalho e não apresenta mecanismo que preserve o poder aquisitivo dos salários durante o período de 2012 a 2015. Em discordância com esta proposta, a síntese dos pontos inegociáveis aprovado em Assembleia anterior, (i) a carreira docente deve conter percentuais fixos para mesma titulação e regime de trabalho; (ii) salário base calculado pelo DIEESE (R$ 2.329, 35); (iii) paridade entre ativos e aposentados e (iv) critérios de progressão definidos nas Instituições Universitárias. Por fim, o governo faz uma “guerra” de números e tabelas, sem apresentar uma proposta de carreira estruturada e coerente com as demandas dos professores.
Crítica ao sindicalismo cupulista e adesista. A “nova” proposta encontrou adesão numa parte diminuta do movimento sindical, ou seja, naquelas lideranças identificadas com o PROIFES, que sistematicamente têm concordado com as posições do governo, constituindo-se, em realidade, uma voz deste na categoria e no movimento sindical.  A conduta do PROIFES de negociar em separado com o governo, sem consultar os professores em assembleia, demonstra uma prática que articula e negocia nas cúpulas, evidenciando uma atitude antidemocrática e autoritária. Por este motivo, o comportamento do PROIFES de dividir os professores, aceitando uma proposta que desestrutura e piora a carreira atual, deve ser denunciado e combatido com veemência.
Finalmente, reiteramos o convite para todos os docentes participarem da Assembleia Geral, no dia 25 de julho, às 14:30h, na Faculdade Arquitetura.
 Comando de Greve dos docentes da UFBA
Salvador, 25 de julho de 2012.
19/07/12
    Fui na assembleia ontem, na Arquitetura. Tinha uns 120 professores, e o clima era agradável. Todos os que se manifestaram foram pela continuidade da greve, e, pelo o que meu ouvido deficiente pode captar, os principais motivos foram:
    (a) O compromisso assumido pelo governo para 2015, quando não se sabe quem estiver no poder.
    (b) A distribuição dos cargos que está pior do que a atual e acentua distorções.
    (c) A total indiferença à questão de melhoria nas condições de ensino. Essa é gravíssima. As faculdades federais estão sucateadas, apesar do esforço e do nível dos professores. O governo não pode ir empurrando isso com a barriga, e temos que aproveitar agora, que temos 57 das 59 universidades em greve, para pressionar forte para que alguma atenção seja dada à educação.
    (d) os aumentos não são reais.
   Minha síndrome da tuba patulosa não me deixou ficar até o final.

Atualize-se no site do Comando de Greve:
   http://comandogrevedocentesufba.blogspot.com/

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Isto também é português:


Catei do julgamento solicitado por Chico a respeito da Apub. Mas não entendi direito do que estavam falando. Quem quiser ver detalhes:http://osaciperere.files.wordpress.com/2012/07/anulado-plebiscito-da-apub.pdf

DO JULGAMENTO EXTRA ET ULTRA PETITA.

A Ré suscita a realização de julgamento extra petita, ao argumento de que não seria possível a decretação de nulidade do plebiscito que culminou na decisão de desfiliação da ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior. Alega que o Autor somente questionou o quórum da votação na assembléia, e não da votação no plebiscito, uma vez que este sequer havia sido realizado quando da propositura da ação. Afirma, portanto, não haver causa de pedir nem pedido de declaração de nulidade do plebiscito, bem como que o Autor não poderia antever o resultado do certame. Assim, assevera que a decisão exarada teria sido extra et ultra petita.

Esse Menandro desse blogue aí escreve umas boas:

- Filho da mãe é *adjunto adnominal*, quando a frase for: ''Conheci um político filho da mãe".
- Se a frase for: "O político é um filho da mãe", daí, é *predicativo*.
- Agora, se a frase for: "Esse filho da mãe é um político", é *sujeito*.
- Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do político e diz: "Agora nega o roubo, filho da mãe!" - daí é *vocativo*.
- Finalmente, se a frase for: "O ex-ministro, Alfredo Nascimento, aquele filho da mãe, desviou o dinheiro das estradas" daí, é *apôsto*.
Que língua a nossa, não?!
- Agora vem o mais importante para o aprendizado: Se estiver escrito:"Saiu da presidência em janeiro e ainda se acha presidente."  O filho da mãe é *sujeito oculto..*..

Salve o Corinthians


Em homenagem à bela vitória do Corinthians, reposto aqui o sonho que tive no ano passado. Acho que estava prevendo. Outro sonho que postei aqui foi no artigo intitulado "Sonhei com Deus". Pois no dia que encontraram a partícula de Deus, o Corinthians ganhou a Libertadores. Deve ter alguma relação (?)

16/09/11
A loucura dos sonhos

 Tem cada sonho intrigante, sem pé nem cabeça.  Como explicar a criatividade dos sonhos?
  Sonhei esta noite que eu me olhava no espelho, e estava com um corpo saradão. Sem barriga, os músculos  bem na medida. O espelho era alto, e eu ficava pulando para ver melhor a barriga. Aí tinha uma menininha pretinha, de uns 5 anos com vestido vermelho de bolinhas brancas (meus sonhos são sempre technicolor), que aparecia nessa sala. Com duas trancinhas que dão uma volta com um laço de fita em cada uma, ela queria por tudo que eu ligasse pro pai dela.  Dizia que estava tendo um bavi, que era a décima segunda jogada do campeonato, no dia 12, e se o Bahia empatasse com o Vitória de 2 a 2, faria doze pontos.  Eu liguei pro pai dela de um telefone fixo que tinha lá, e ele confirmou com ela que o jogo tinha realmente terminado dois a dois. Saímos para comemorar na rua, e, para minha surpresa, vinha gente de todo canto com roupas brancas, com umas tiras amarelas do lado, que nem frentistas da Petrobrás, cantando: Salve o Coríntians, campeão dos campeões.  Eu cantava junto: Eternamente... Mas às vezes faltava a voz de tanta emoção, de ver aquela gente toda na rua comemorando, cantando afinadinho. 
   Aí chegava numa rua, que era uma rua de Serrinha que sai da casa de Ninfa em direção ao Mercado. Mas a rua estava bem mais estreita do que ela é na verdade. A rua estava toda adornada em ambos os lados com fitas coloridas de papel empenduradas, parecendo os enfeites do festival de Tanabata, no Japão, e por ela vinha um monte de jovenzinhas organizadas e vestidas como para ternos de reisados. Era muito bonito.  Segui pela rua, mas logo foi escasseando o número de pessoas, e cheguei num lago grande e bonito, cercado de árvores e grandes casas japonesas. No meio do lago um peixe de uns 50 centímetros, verde musgo, nadava alegremente, com o dorso todo para fora, mostrando bem a nadadeira dorsal. Fiquei um tempo contemplando admirado, e pensei que deveria voltar pelo mesmo caminho que tinha chegado até lá, para não me perder.  Mas resolvi seguir pela perpendicular, concluindo que com certeza daria em Shiraganê, bairro onde eu morei em Nagoya.  Foi quando acordei. 
   Me admirei de lembrar de tantos detalhes. Contei à minha filha, e ela quis saber o que eu tinha ingerido antes de dormir... Teve até hino do Corínthians para comemorar o empate do jogo Bahia-Vitória!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A flauta de Ane Morgana Moreno e os estudantes na reitoria

   Ontem, dia 19/06/12, fui à reitoria assistir ao recital de formatura de Ane Morgana Moreno. Segundo me contaram, quando ela chegou lá, os estudantes tinham tomado o auditório. Tinha comida e papéis espalhados por todo canto, uma bagunça total.  Ela, coitada, ficou desesperada! Estava tão ansiosa por finalmente ter seu recital de formatura, e havia a possibilidade de não acontecer, devido à greve da UFBa. Além disso ainda foi adiado de uma semana, e agora, com a data finalmente definida, quando chegava aliviada, encontrava o salão tomado. Ela e a mãe foram então falar com líderes estudantis que, num belo exemplo de civilidade, deixaram tudo limpinho e convidaram os alunos a saírem do salão. Parabéns a eles. Pra que ninguém saia pensando que alunos são bagunceiros que depredam o patrimônio público.
  A apresentação de Ane se deu com uma qualidade surpreendente. Eu aqui, do meu ponto de vista amador, ficava pensando o que ela teria a perder dos grandes instrumentistas europeus. O pessoal do acompanhamento também tinha um alto nível, qualidade técnica e alma. Solo e acompanhamento se casavam perfeitamente por todo o tempo, não importando quão difícil fosse a passagem.  Profissionais da música, tinham a humildade de arrumar o palco enquanto Ane estava nos bastidores. Não esqueçam esse nome: flautista Ane Morgana Moreno. Desejamos um futuro de sucesso e felicidade para ela.


sábado, 9 de junho de 2012

Assembleias: racionalismo versus paixão

  Estive lendo comentários muito bons, postados pelos alunos, no facebook de Engenharia de Minas.
  Impressiona a seriedade que eles têm em buscar uma atitude sensata. Eu estava justamente pensando em contar que, na assembleia de 05/06/12, senti um clima muito forte, onde tudo que apoiasse a greve era aplaudido, e tudo que fosse contra, vaiado. Bem como os meninos falam lá no facebook. Pode parecer óbvio, mas é irracional.  Não se podia conceber alguém chegando ali, e defendendo a opção de não se fazer greve, mesmo que usasse os melhores argumentos.  Nem se concebia a Apub chegando ali e mostrando sua maneira de ver as coisas. Ou seja, a possibilidade de analisar o mais amplo leque de opções estava praticamente descartada, embora isso não estivesse explícito. Os estudantes soavam ainda mais irracionais, gritando a ponto de me causar dores nos ouvidos problemáticos. Depois assisti pelo youtube ao vídeo postado, mostrando o final da reunião.  Professoras dançando e sorrindo alegres, gritando: Se o professor lutar, o aluno vai apoiar.
  Mas desisti de escrever sobre isso, porque concluí que, depois de anos de ditadura, precisávamos dar mais destaque ao fato de que há um grupo entusiasmado com a luta pelos seus direitos, com a alegria de poder fazer greve e influenciar em um resultado.  Como os alunos do facebook falam, sobra uma impressão de que a alegria é mais pelo fato de se estar sendo revolucionário do que pela responsabilidade de se estar tomando uma decisão madura, mas esses exageros sempre ocorrem em aprendizes de qualquer campo.
  Lendo a opinião dos alunos, a princípio fiquei com a pulga atrás da orelha, pois são alunos de engenharia, e no meu tempo, eram eles os reacionários do campus, sempre furando greve.  Mas esses de agora são diferentes: eles defendem uma greve com objetivos claros, mesmo que seja o simples apoio aos professores. Achei que a luminosidade deles merece um apoio, para que esse entusiasmo continue, mas que sempre haja uma serenidade suficiente para se respeitar as opiniões, por mais absurdas que nos possam parecer.  Opiniões que visem construir precisam ser sempre ouvidas, para evitarmos cair em extremismos.
   Depois li, nas listas de discussões dos professores, gente dizendo que o que havia era uma luta de "com Lattes" versus "sem Lattes".  Professores que estavam rico graças à sua produção de pesquisa contra os pobres, como eu, que vivem apenas do salário básico. Uma luta de classe por razões financeiras, dentro da classe dos professores.  Parecia que os professores estavam entrando em guerra uns contra os outros, e por isso surgia a Apub-luta lutando contra a Apub. Meu Deus, será que estamos chegando a esse nível? É preciso que voltemos a ter aquela atuação política de antes da ditadura, mas com respeito e abrindo espaço para opiniões divergentes, pois são elas que melhoram o fator qualidade.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Comunicado do Comando de Greve


Recebida em 01/07/12:

TODOS AO 2 DE JULHO!!!!!
Professores,
Neste 2 de julho, data em que os movimentos sociais literalmente colocam o “Bloco na Rua” em defesa de suas próprias bandeiras, a UFBA, em Greve há mais de 30 dias, estará presente junto com os demais trabalhadores da educação, em Bloco, para defender a Educação Pública, Gratuita, Laica e de Qualidade. Estaremos em peso com a presença das Universidades Federais e Estaduais da Bahia e da rede municipal de educação. O ato promete ser grandioso e expressará a nossa força política diante do descaso dos governos federal e estadual com a educação pública. Compareçam, para depois vocês não terem que irem chorar no pé do Caboclo.

Orientações do Comando de Greve da UFBA para a organização da nossa ala,:
1.    Todos devem comparecer com a camiseta UFBA em Greve;
2.    Os que não possuem a camiseta da greve podem usar uma camiseta ou outra roupa vermelha;
3.    A Concentração de nosso bloco será no Posto BR no Largo da Lapinha, às 08h00;
4.    Preferencialmente, venham de ônibus ou de Taxi, uma vez que há dificuldade para estacionar;
5.    Não esqueça de trazer água, protetor solar e boné;
6.    Os que quiserem podem trazer apitos e panelas para fazer nosso batuque;


Informações do Comando de Greve, recebida em 27/06/12:

Nesta terça feira (26/06), às 15:30h, foi realizada, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA, mais uma assembleia geral (AG) dos docentes da UFBA com pauta: Informes, Avaliação da Greve e Encaminhamentos. Finalmente, a diretoria do sindicato cedeu aos anseios da categoria dos docentes da UFBA e reconheceu que a categoria está em greve desde o dia 29 de maio e legitimamente representada pelo comando de greve, no qual ela retoma o seu assento e para o qual disponibiliza toda a estrutura da sede do sindicato. Ficou decidido que a diretoria da APUB irá convocar uma coletiva de imprensa para esclarecer sobre a continuidade da greve.

Com a participação recorde de 306 professores foi aprovada por unanimidade (nenhum voto contra nem abstenções) a continuidade da greve por tempo indeterminado, marcando a próxima AG para 04 de julho (quarta-feira), às 16h, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA. Também foi marcada para o mesmo dia e local, às 14h, uma assembleia extraordinária para revogação do artigo 16 do estatuto do sindicato, artigo este que estabelece o dispositivo do referendo para aprovar deliberações sobre a greve após as assembleias.

Uma agenda de atividades foi apresentada para esta semana. Na próxima quarta-feira, 27 de junho, será realizado na Faculdade de Educação, às 14h, o debate sobre o orçamento federal e o financiamento para educação. Na quinta-feira (28/06), às 15h, na Faculdade de Arquitetura, serão discutidas as propostas de carreiras apresentadas na mesa de negociação com presença de representantes das entidades nacionais.


Vejam as novidades sobre a greve no link do Comando de greve:
 comandogrevedocentesufba.blogspot.com.br.
https://docs.google.com/file/d/0B9kK4Gngi90remNJNlFGWU92Wms/edit?pli=1

Recebido em 21/06/12:

Recebido em 15/06/12:


Nesta quarta, 13/06/2012, às 15h30, 283 professores da UFBA reuniram-se em assembleia e reafirmaram (sem nenhum voto contra e 3 abstenções) a continuidade da Greve dos Docentes da UFBA em adesão ao Movimento Nacional das Instituições Federais do Ensino Superior. O movimento grevista vem se fortalecendo com as já aprovadas Greves dos Servidores Técnico-administrativos e dos Estudantes da UFBA. Os professores reivindicam a proposta de um Plano de Carreira, melhoria das condições de trabalho e reposição das perdas salariais. Na assembleia novos componentes se integraram ao comando de greve, o qual irá promover várias ações durante os próximos dias conforme agenda disponível em
Os professores reunidos debateram e avaliaram a conjuntura em que se desenrola a greve e a possibilidade de obtenção das reivindicações, reafirmando a assembleia como o fórum privilegiado e instância máxima de deliberação da categoria. Durante os debates destacou-se que, pela primeira vez, o Governo dá sinais claros de preocupação com a greve. O Governo propôs suspender a greve por 20 dias para apresentar nova proposta de carreira, o que foi rechaçado pelas entidades presentes no comando nacional de greve em Brasília. O governo recuou na proposta e ficou agendada nova rodada de negociação em 19/06. A assembléia dos docentes da UFBA defendeu que é fundamental a manutenção da Greve nacional como instrumento de pressão para acelerar as negociações, visto que o prazo final para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013 é 31/07/2012. Nova assembleia dos Docentes ocorrerá no próximo dia 20 (quarta-feira) as 16h no Salão Nobre da Reitoria.

Comando de Greve dos docentes da UFBA
Salvador, 13 de junho de 2012.
  
Recebido em 07/06/12
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Comunicado aos Professores
Os professores da Universidade Federal da Bahia continuam em greve, conforme a decisão da Assembleia Geral realizada no dia 05 de junho, na Faculdade de Arquitetura, que contou com a participação de 256 docentes e deliberou, com 9 (nove) abstenções e nenhum voto contrário, a manutenção da greve e a reafirmação do Comando de Greve escolhido na Assembleia Geral do dia 29 de maio. Ressalte-se ainda que tal Comando conta com dois integrantes indicados pela atual diretoria da APUB.
A assembleia Geral é a instância máxima de deliberação da categoria e o referendo organizado e realizado pela diretoria da APUB tentou, sem sucesso, subtrair tal significado. O referendo permite a seguinte análise: houve expressivo boicote dos docentes favoráveis à greve, por compreendê-lo ilegítimo, ilegal e antidemocrático. Ademais, a maioria não participante do plebiscito já manifestou sua vontade, seguindo a decisão da assembleia e paralisando as atividades docentes. A greve na UFBA é uma realidade e a decisão sobre sua continuidade cabe apenasa uma nova assembleia.
Foi deliberado na Assembleia Geral, do dia 05 de junho, que o Comando de Greve convocasse os membros da atual diretoria da APUB a retomar o seu lugar neste comando e assim construirmos juntos a convocação da próxima assembleia e os rumos da greve.
A GREVE CONTINUA!!!
Professores da UFBA,
Todos à Assembleia do dia 13/06, às 15h00, na Faculdade de Arquitetura!!!
Reforçamos a posição da categoria que coloca a Assembleia como instância soberana para a decisão sobre a Greve pela Carreira, pelo Salário e pelas Condições de Trabalho.
Para que a greve siga crescendo e se fortalecendo, orientamos que os professores em todas as unidades que se reúnam para constituir:
1)      Um comitê de greve da unidade que tem a função de mobilizar os professores e construir as atividades locais da greve e a agenda da unidade (Propostas de temas: Carreira docente, Reajuste Salarial e Situação atual do ensino superior no Brasil, Condições de Trabalho, Demandas locais da unidade, Direito de greve e outros temas que possam vir a surgir na unidade);
2)      A indicação de nomes para compor o Comando de Greve dos Docentes da UFBA;
3)      O envio para todos os professores do documento em anexo sobre o direito de greve de servidores em estágio probatório e estímulo à participação desses nas atividades da greve;
4)      Organizar um mural na unidade para tornar publicas as atividades da greve.
Comando de Greve dos docentes da UFBA
Salvador, 07 de junho de 2012.
Todos à Assembleia! Traga mais um professor com você!!!
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Informações anteriores: