Semestre 2020/1
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
Ressonância estética!
Vejam que legal este experimento de ressonância que Vítor Hugo mandou pra mim! Imperdível!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Ex-professor da UFBa ganha Prêmio Jabuti.
Nosso colega Caio Castilho postou essa nota na lista de discussão da UFBa:
Cipriano Carlos Luckesi, ex-professor da Universidade Federal da Bahia, com o seu livro Avaliação da aprendizagem: componente do ato pedagógico, conquistou o 2º lugar no Prêmio Jabuti, na área da Educação, promoção da Câmara Brasileira do Livro.
Cipriano ingressou na Faculdade de Filosofia em 1971, na categoria de “Relação Bancária” , posteriormente correspondente à condição de Professor Colaborador, hoje à de Professor Substituto. Recém-chegado a Salvador, seu orientador e grande incentivador, à época, foi o Professor Antônio Luiz Machado Neto, ilustre professor de Direito e Sociologia de nossa universidade. Seis meses depois, por concurso de títulos, tornou-se Auxiliar em Ensino e, em 1977, passou à condição de Professor Assistente, desta vez por concurso público de provas e títulos. Em 1984, tornou-se Professor Adjunto, por progressão na carreira, e, nesta categoria, aposentou-se em 2002. Continuou, no entanto, a atuar no Programa de Pós-Graduação em Educação, através de um trabalho voluntário, até 2010. Atuou no Programa de Pós-Graduação em Educação, FACED, de 1985 a 2010. Publicou 14 livros, vários artigos em revistas especializadas e em meios eletrônicos. Nos últimos vinte anos a Editora que acolheu os seus livros foi a Cortez Editora, de São Paulo, tendo sido através dela, que, em janeiro de 2012, publicou o livro que agora recebe o Prêmio Jabuti.
Cipriano é Bacharel em Teologia, PUC/São Paulo (1968), Licenciado em Filosofia, IFCH, UCSal (1970), Mestre em Ciências Sociais, FFCH, UFBA (1976) e Doutor em Educação, PUC/São Paulo (1992).
Além dos parabéns a Cipriano, creio que a UFBA deve sentir orgulho deste seu ex-professor que, como alguns no passado, foram premiados com este prêmio Jabuti.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
Eu, de Beethoven:
Tanta gente fala que eu pareço Beethoven, quando meu cabelo está grande, que resolvi entrar no clima. Pelo menos minha cara complicada, quando estou concentrado, parece. Chamei minha filha, peguei a foto dele na Internet, catei o casaco mais escuro, por cima de uma camisa branca, por cima da camiseta que já tinha vestido. Trouxeram uma echarpe. O difícil foi aguentar o calor dentro de tanta roupa, e sair procurando uma partitura bem grande para encaixar com o modelo. Suei. Mas o resultado ficou legal. Quero botar num quadro. A partir de agora vou praticar botar o máximo de língua pra fora pra posar de Einstein!
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Sinfonia da Ciência - o mundo quântico
Leonard mandou este vídeo legal. Para ver a letra, clique no CC na linha de baixo.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Lições do melhor professor que conheci.
Aos 75 anos, morreu na semana passada, vítima de uma parada cardíaca, Almir Massambani, docente de física desde 1962 na USP de São Carlos. Seu nome é pouco conhecido, a não ser por seus ex-alunos.
Almir foi um professor de verdade. Não era um cientista, fez um doutoramento porque a USP exigiu, mas o que ele gostava mesmo de fazer era de ensinar, conviver e amar seus estudantes. E era amado por eles. Fazia questão que seus alunos aprendessem o que estava ensinando.
Era professor por excelência, pois o que o motivava e preocupava era o sucesso do aluno, não o seu próprio - figura rara nas universidades de hoje, pois o bom docente que não pesquisa tem pouquíssimos mecanismos de valorização e promoção.
Formar bem profissionais e novas lideranças pode exigir produção, aplicação e divulgação de novos conhecimentos, mas para ensinar bem é preciso vocação e preparo específico. Caso contrário, essas instituições não deveriam ser universidades, mas centros de pesquisa.
O que mais vejo nos meus estudos sobre evasão no ensino superior: a pouca atenção que se dá ao aluno ingressante é uma das maiores causas do abandono de cursos, como já provou Vincent Tinto, o maior especialista do mundo no assunto.
O que vemos mais é a nostalgia - por vezes revoltada - que os docentes demonstram com a qualidade dos alunos que recebem quando comparada à de épocas passadas. Isso é um fato na maioria dos lugares, mas temos que lidar com os alunos como eles são, buscando formas de fazer com que acompanhem o curso.
Como eu sou natural do Rio (e Almir também era), sempre comentávamos que "jacaré" se pega no início da onda. No ensino, não é diferente. Se o aluno não pega a "onda" nos primeiros meses de aula, a onda passa e ele fica - ou seja, não acompanha a disciplina, é reprovado e, muitas vezes, desiste do curso. Uma perda para ele, para a instituição e para a sociedade como um todo, pois o País fica mais pobre!
Almir aplicou esse princípio ao enfrentar uma turma problemática no primeiro ano do nosso Instituto de Física de São Carlos. Sentou-se com a turma e quis entender qual seria o ponto correto de partida - não aquele que está nos livros, mas aquele que a turma poderia acompanhar. Explicou o que precisariam saber para poder iniciar a disciplina, orientou a cada um para cobrir as lacunas por um mês e, a partir daí, iniciou o curso propriamente dito. Sucesso absoluto, reprovação baixíssima.
Hoje, o querido Almir seria o que se chama "coach", figura tão valorizada nos processos de formação intelectual, artística ou esportiva. Quando elogiado, perguntava: "Não é obrigação do professor fazer o aluno aprender?" Esse era o Almir. Um grande professor, o melhor que conheci. E um grande amigo.
Eu, Gildemar aqui, fico pensando se dá para em um mês trazer os alunos a um nível que dê para acompanhar a matéria de nível real de universidade. Se terei que ensinar a somar frações, como fica o resto?
Era professor por excelência, pois o que o motivava e preocupava era o sucesso do aluno, não o seu próprio - figura rara nas universidades de hoje, pois o bom docente que não pesquisa tem pouquíssimos mecanismos de valorização e promoção.
Formar bem profissionais e novas lideranças pode exigir produção, aplicação e divulgação de novos conhecimentos, mas para ensinar bem é preciso vocação e preparo específico. Caso contrário, essas instituições não deveriam ser universidades, mas centros de pesquisa.
O que mais vejo nos meus estudos sobre evasão no ensino superior: a pouca atenção que se dá ao aluno ingressante é uma das maiores causas do abandono de cursos, como já provou Vincent Tinto, o maior especialista do mundo no assunto.
O que vemos mais é a nostalgia - por vezes revoltada - que os docentes demonstram com a qualidade dos alunos que recebem quando comparada à de épocas passadas. Isso é um fato na maioria dos lugares, mas temos que lidar com os alunos como eles são, buscando formas de fazer com que acompanhem o curso.
Como eu sou natural do Rio (e Almir também era), sempre comentávamos que "jacaré" se pega no início da onda. No ensino, não é diferente. Se o aluno não pega a "onda" nos primeiros meses de aula, a onda passa e ele fica - ou seja, não acompanha a disciplina, é reprovado e, muitas vezes, desiste do curso. Uma perda para ele, para a instituição e para a sociedade como um todo, pois o País fica mais pobre!
Almir aplicou esse princípio ao enfrentar uma turma problemática no primeiro ano do nosso Instituto de Física de São Carlos. Sentou-se com a turma e quis entender qual seria o ponto correto de partida - não aquele que está nos livros, mas aquele que a turma poderia acompanhar. Explicou o que precisariam saber para poder iniciar a disciplina, orientou a cada um para cobrir as lacunas por um mês e, a partir daí, iniciou o curso propriamente dito. Sucesso absoluto, reprovação baixíssima.
Hoje, o querido Almir seria o que se chama "coach", figura tão valorizada nos processos de formação intelectual, artística ou esportiva. Quando elogiado, perguntava: "Não é obrigação do professor fazer o aluno aprender?" Esse era o Almir. Um grande professor, o melhor que conheci. E um grande amigo.
Eu, Gildemar aqui, fico pensando se dá para em um mês trazer os alunos a um nível que dê para acompanhar a matéria de nível real de universidade. Se terei que ensinar a somar frações, como fica o resto?
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