terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Assembleia de 07/08/12

   Fui à assembleia hoje, e encontrei o anfiteatro da arquitetura lotado. Não tinha lugar para sentar nem nas escadas.  A Apub tinha convocado a assembleia com a pauta única sendo o encerramento da greve, e o Comando, que é contra a diretoria da Apub, estava convocando todos para irem votar pela continuidade.  Como de costume fui assinar as duas listas, uma do Comando de Greve, e a outra da Apub, sempre com números de presentes diferentes, e encontrei minha cara Paula Frassinetti, da Engenharia Mecânica, distribuindo adesivos de apoio à greve. Perguntei quanto eu ganhava para apoiar, fazendo uma alusão ao mensalão, mas ela fez uma cara preocupada, e tive que me explicar.  Olhei para a plateia imensa, e 90% tinha o adesivo de apoio à greve na camisa. 
  O clima estava legal. Parecia mesmo a elite cultural preocupada em tomar uma boa decisão.  Quem falou melhor foi um tal Filgueiras, que fala em todas as assembleias.  Tranquilo, inteligente e claro. Colocou que, se fosse para a Proifes aceitar alguma proposta, deveria ter aceitado a primeira, que era menos ruim que a segunda.  Como aceitar com o governo uma proposta que prejudica os colegas? - alguem perguntou. E quem falou pior foi um aluno, ainda no início da vida política, se gabando de terem exigido que as autoridades aceitassem suas reivindicações.  Espero o dia em que as pessoas se gabem de ter tomado a decisão mais sábia e ser reconhecido por isso, e não de ter forçado alguém a fazer algo.
  A Apub levou alguns seguranças à paisana, certamente com medo de ter alguém que se exceda, e acho que eles têm razão.  Um cara muito simpático disse aos seguranças que não haveria motivo para eles se preocupassem, mas que, se houvesse, eles não conseguiriam dar conta. Outros reclamaram de a Apub ter dinheiro para pagar seguranças, enquanto que o Comando de Greve tinha que sair passando saquinho, pedindo dinheiro à assembleia, porque a Apub se recusa a dar dinheiro para o Comando executar as atividades decididas em assembleia. Muitos colocaram claramente que a Proifes, juntamente com a Apub, eram o governo dentro do movimento dos professores, e, como tal, davam as costas à base para defender apenas o interesso governista. 
  O resultado foi que 310 pessoas votaram pela continuidade da greve, contra apenas 29 querendo voltar às aulas.

Um comentário:

  1. Como voces são professores, conhecem a curva de gini. As greves também têm início, meio e fim. Muitas vezes, o fim é o período mais difícil. Vamos aguardar para ver.
    Boa sorte a todos.

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